segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Constatação de um Desamor!

Eu vi ele chegar, me abraçar normalmente.
Eu vi através dos seus olhos outras coisas em mente.
Indiferença, frieza sensata, me deixaram inata.

A mente sinaliza que ele está certo, destino correto.
A dor de um desamor, sinto-me inferior, dúvidas...
Não sei se foi a perda, rejeição ou ter que recomeçar.

Parece que não basta saber amar, a realidade é de concreto.
Atualidade do catálogo, pragmatismo, segmentos do capitalismo.
Contos medievais estão fora de moda, beleza padrão é prioridade.

Regras dos clubes sociais são unanimidade, ambição no lugar da sensibilidade.
Palavras frias decorrentes da dor, amargura lamentável que paralisa a mente.
A alma grita em busca da confiança esquecida, mas só a fé restaura a visão perdida.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O bom é ser Criança!

Eterna alegria em ser criança, nos acalma como a bonança.
Agitada como as águas de um rio, cristais em fio.
É bicho, é brinquedo, é cantiga, é cheiro de bolo também.
É passo, é compasso, é um corre um pula, descansar feliz.


Talvez a vida consista em um amontoado de projeções.
Cenas surpreendem a emoção, momentos que chegarão.
Crianças brincam como se o amanhã não mais importasse.


Futuro e presente colidem nesse enredo chamado vida.
Adultos marchando em uma linha de produção viciosa,
Preocupados em não demonstrar, não sentir, decadência.

Bom mesmo é ser criança, ter bom coração, voltar a
brincar sem preocupação, rir, gargalhar e permitir-se
dançar, cantar e pular sem medo de ser rotulado.



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Vulnerável Quesito!

Ando meio doente
Ando meio triste
talvez um tanto carente.

Ando meio chorosa.
Ando criando cenas, com fala manhosa.
Quero ganhar uma flor, talvez uma rosa.


Penso que me enganei, achei não precisar de ninguém,
Mas sou gente também, então constatei:
Amor não é supérfluo, amor é necessidade!
Nesse quesito também preciso igualar-me.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Procedimentos entre Sonhos e Realidade!

    Não sei o que pensar das palavras que somem no ar, são tantas coincidências me fazendo cogitar possibilidades,  quando na verdade o sensato seria desistir. Na mente tudo é fantástico, afinal, nos sonhos nossas vontades estão em ponto estático, e não correm o risco de colidir com outras realidades, imperfeições ou  roteiros diferentes do planejado. 
    Me pergunto se não estou louca, ou somente atônita, qualidades que nos enlaçam, razão que nos faz buscar defeitos para assim emergir desse estado de sonhos. A realidade me chama, mas lá fora é frio, egoismo maldade e dor escondidos nas entranhas até mesmo de pessoas conhecidas, olho para dentro de mim mesma e deparo-me com utopias. Quando dúvidas veem à tona lembro me dos feitos que outrora me fizeram retomar aquilo que realmente importa, quando não posso ver a confiança guia meus paços, se desesperar é perder-se, a verdade é o que devolve a paz, uma paz que excede todo entendimento. 
      Mesmo que tudo pareça injusto, e comece a me assustar, sei que o que fala mais alto são nossas ações, aquilo que fazemos fala muito sobre o que realmente somos, más ações já são ruins de qualquer maneira, então, mesmo que a princípio fazer o que é bom, pensar sabiamente e aquietar-se pareça ser inútil ou esforço perdido na verdade é o melhor e o que é preciso ser feito, pois ações movem a vida e cada passo bom é como a chuva que rega uma terra seca, com o tempo vemos os resultados. No final é sempre constatado que plantar e regar de nada valem se não soubermos esperar a planta brotar. O broto é sinal de esperança, a espera confiança, olhar o fruto é contemplar o belo que a perseverança e a bondade podem gerar.





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Enquanto Espero!

Onde está você  querido? Esperando o Rei decretar o destino?
Ou será que estás escondido? Cansado,um tanto  abatido?
Será que esperas sem nada saber? Ou esperas erroneamente?
Os pensamentos são imaturos quando confundem nossa mente!

Um homem fiel aos seus princípios, dono de um riso amigo.
Diligente com as coisas do reino, traz em seus olhos pureza.
Um tanto imponente, falando intensamente,  proclama um reino.
Defende o direito dos que são rejeitados, não recua amedrontado.

Cavalheiro, ouço teus passos, desperto-me primeiro.
Assim como tu, feita de barro eu sou, feita de pó e alma.
 Mas quem saberá os planos do oleiro? O tempo revelará.






segunda-feira, 7 de julho de 2014

Rumores de um Sonho!


Acabam-se as férias, anseios pelas coisas que ainda virão. Abrindo a janela, percebo que ainda é verão, embora lá fora o tom apresente nova estação. Sorrisos, risadas sem som, na tenra idade da empolgação, um novo ciclo, novas percepções virão.

Fala de sonhos com empolgação, mal sabe ela como o real traz desilusão. Maldade ou não, o idealismo dos outros traz segregação, esse efeito inercio limita a sua ação. O dom almejado, por outro é desempenhado, percebe que o futuro estimado exige um plano mais elaborado.

 A garota que outrora levava a vida em uma dança despreocupada, hoje caminha em uma marcha desenfreada. Antes acreditava que trabalhar, estudar e se aprimorar era o necessário para seu sonho alcançar, hoje percebe que isso não é fato garantidor.

Pressões cansam nossa elasticidade, mas viver é mais do que alcançar a idade, é um ir e vir, um desmontar e um construir, de sonhos e saberes, de amores e dores, de aliados e adversários, de um ser e não ser, onde tornar-se o que se quer ser ou manter o que pensamos que somos consiste em relevar e esquecer, um desconsiderar o que não é ou racionalmente não pode ser, é um acreditar, perseverar e lutar, e só assim vencer a maior batalha que podemos encarar. Um conflito de pensamentos que ocorrem sem sessar no Coliseu chamado mente. 


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Lembranças daquela Sintonia!


Deitada sobre velhos sentimentos, relendo velhos textos subjetivados.
Revivendo essa vibração que vem de dentro e que me rouba  um sorriso.
Contentamento! Saudade do tempo em que eu escrevia sobre minha melancolia, 
e que eu ainda podia compartilhar os escritos contigo.

Um tempo em que ríamos juntos, sofríamos também!
Um tempo em que você também escrevia, e subjetivava o fato
de não querer me ver assim, verdades embaralhadas em seu texto!
Da primavera com cara de outono, restam   as pedras  do portal.

Difícil não saber  o que acontece, ou o que não aconteceu.
Amigos irmãos não encerram a conexão. Ponderam!
Destila a decepção, guarda no bolso os planos, e segue!







Distinguível Sutileza!


Traços de boneca, riso sapeca, mas não é uma moleca.
Forte porém passiva, inteligente, naturalmente construtiva.
Dança delicadamente uma canção sob o sol poente. 

Se cai não chora, se esfola mas não amola.
Esquece o soldadinho, mesmo se ele for engraçadinho.
Firme, honrosa, sincera mas não apática. 

Hora é poeta, filosofa, mas queria mesmo é ser formosa.
O que agente teme não é a falta mas o acúmulo do saber.
Dói falar assim quando o outro entende assado, reformula.

Um vou que soa como irei, uma desculpa, talvez!
Não conta vantagem do que ainda não é, mas compreende.
Ascende uma luz que chama de ideia, exagera, mas espera.

Quando não é o que ela achou que era, envergonha-se, ri!
Se esconde nas voltas de longos cachos cor da noite. 
Rosto branco feito lua, olhos de estrela, coração E.T.

Igual quando se trata de forma, diferente no jeito de ser.
Mente consciente, diligente em descrever. Ironiza!
Tece um fio de impressão, toca um coração e se vai.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Faceta não Teatral!


Olhe a cara, olhe o riso, lindo e preciso.
Ouça o vento, há um cheiro de contentamento.
Sério por fora, mas risonho por dentro.

Essa é a dança da arte que dispensa o palco...
Dispensa também a hora, o folder e a platéia.
Mais do que um palhaço, um clown personificado.

Na rua, na praça, em casa, trabalho, em fim...
Encenar faz parte constante de dias cotidianos, máscaras!
Meio usado para ganhos, mas que no fim geram perda.

No palco ou na platéia, sou a primeira a encantar-me.
Revelo-me, descubro em mim novas desenvolturas.
Estranho! Mas estranho mesmo é ser apaixonada pela
arte do teatro e sentir uma constante repulsa pela encenação!







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Singelo Momento de Melancolia!



Algumas vezes sinto-me despertar, 
Outras preciso fugir e me fechar. 
Sentimentos versus temperamento, 
que não sei porquê confundem o meu pensar.

O medo, o zelo , a coragem e o questionar 
me levam a observar o que outrora não percebi.
Mentiras? Ou Atitudes e frases pensadas? 
Me sinto julgando o que não posso adivinhar.

A dor da decepção é constante, o vazio de não ter
perspectivas futuras sobre meus possíveis anseios sufocam,
Mas sei que há algo a mais sobre a melancolia...

Tenho certeza que um dia o sol nasce
e aquece essa visão fria, de que na vida a verdade é vazia.
Um dia entendo o porque certas coisas acontecem 
e aprendo como desfrutar da real alegria.





Me torno Criança!





O relógio toca, é hora de acordar.
Uma preguiça insana eufórica em me prejudicar,
Há tantos problemas pela frente, mal tenho vontade de levantar.

Desanimada sinto uma voz ao meu coração falar:
Filha levante, contigo vou caminhar, fiel eu sou para te livrar.
A minha alegria será tua força, para as lutas enfrentar.

Sinto me impelida a corresponder,
 Pois no fundo eu sei que obedecer é o melhor a fazer.
Com as promessas do Pai não há o que temer.

Em um mundo onde os valores se inverteram
Somente a palavra nos indica o caminho.
Então me torno criança e volto a ter esperança.






Além da Monotonia!


           Acordar de manhã e abrir a janela,
            Permitir que a esperança entre por ela.
           Tomar coragem e viver o momento...
           Deixar que os problemas fujam com o vento.

            Bom é poder acreditar no meu dia,
           Poder vivê-lo sem hipocrisia.
           Deixo-me levar pela instrução,
           Removendo do peito toda a opressão.
           
           Sigo em frente sem olhar para trás,
           Porque sei que o hoje amanhã não existirá mais,
           E só as lembranças eu levo comigo.

           A noite chega fechando os meus olhos,
           Mas eu não me importo.
Pois o dia já vem, trazendo o meu mundo remoto.



Prosseguindo com Fé!


             Andando pelas ruas posso observar,
            todos em um frenético caminhar, rumo a qualquer lugar.
            Sem nada a perder, imagino os caminhos que irão percorrer.
            Penso como seriam suas vidas, e o que importaria no final.

            Mas no fundo eu sei, que tudo o que eu queria era
             conhecer os meus próprios caminhos,
            saber sobre os espinhos que nele hão de ter.
            Talvez por temer, algo que eu não possa conhecer.

            De súbito sinto uma sensação,
            que de uma certa forma acalma meu coração
            E passo a entender, o quão certo o futuro pode ser.

            Crio coragem para prosseguir, sem medo de cair.
            Hoje entendo a importância de viver cada dia com passos de fé,
            Intensamente, porque o meu amanhã Deus conhece plenamente.




sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desencontro Romantizado!

Quando ela riso ele verso, quando ele riso ela inverso.
Quando ela dança ele observação, quando ele dança ela emoção.
Quando ela fala ele dedução, quando ele coração ela sinceridade.

Entre mentiras e meias verdades eles cautelam.
Na dúvida afastam os laços, pois ela é amável ele afável.
No dia a dia em pensamento alternam os sujeitos, criam opções.

No fundo é uma paixonite natural pelo belo, pelo incerto, pelo novo!
Sentir é o supra sumo da vida, auto propaganda a alma do negócio.
Ser apreciado é estar na crista da onda, mas  a onda arrebenta na praia.

Um mundo, duas realidades, causam  apatia.
Utopia já não encanta, contemporaneidade incrédula, oriunda.
Amor já não se constrói, triste realidade onde mais vale ter do que ser.



segunda-feira, 26 de maio de 2014




 Ela sorri, embriagada com a alegria da sua presença.
Ela o acha estranho, mas não consegue esconder o seu apreço pela
estranheza que ele possui. 

Ele é menino moleque, ingenuidade, inconsequência causada pela
imaturidade, acha ela em sua presunção.
Menino bobo, se perde em suas emoções, esteta, qualquer beleza
já lhe interessa, pobre coitado, sempre enganado pela inerente ilusão.


Ela é modesta, idealista, até um tanto poeta, ele também tem  habilidades,
pena ser tão influenciado pelas suas amizades.
Queria ela ser julgada além das circunstâncias que a rodeiam, pessoas são
mais do que isso ou aquilo, mas ela sabe que todas as coisas cooperam
para um fim determinado.

Ela dançou sobre a verdade, se expressou com sinceridade, ele temeu,
se afastou, ou correu? Ela encarou como liberdade e prosseguiu.
Agora sobre ele ela já não sabe...
 Não trocam mais mensagens, nem mesmo por amizade.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Constatação sobre a Incerteza!

Difícil não dizer, quando se quis dizer tudo, difícil fingir esquecer quando na memória o mais singelo gesto impregnado está. Seus olhos fitos em meus atos que parecem chamar-lhe a atenção, seu rosto sério deixando escapar uma analise sua de uma possível cena projetada em sua imaginação,  julgamentos internos, colocando meu possível amor em ponderação.

 Tudo em uma questão de segundos, como um piscar de olhos.
Uma ação rápida, mas que para mim ocorre em câmera lenta, um olhar meu lateral quase despercebido nota seus longos cílios, olhos cintilantes em um tom verde turvo , um rosto estático concentrado em suas reflexões, apenas um momento, logo solta um riso no canto da boca com um toque de ironia, muda a cena e canta uma canção.

Dando desculpas para o sentimento abandonar, procurando falhas em ti encontrar, sei que culpados nesse enredo não há. Talvez ilusão minha ter tido o seu apreço por mais de um dia, mas os abraços, palavras e olhares me  fazem pensar que em algum lugar lá trás um dia houve razões para o meu sentimento guardar.

Sinto me forçada a desistir, pois se esse tempo de espera já me fez a alma doer, quem dirá mais alguns anos de incertezas? Sei que o amor deve ser uma decisão, embora meu coração possa fraquejar, sei que dois não podem em ruas diferentes juntos caminhar.




Inverso!



Escrever sobre você, quando na verdade prefiro escrever sobre nós.
Não digo segure minha mão, vamos em frente! Prefiro dizer adeus.
Eu sou flor tu és espinho, eu sou casa, harmonia uma bela família.
Tu és rock and roll, ideologia fragmentada, nessa tua moralidade disfarçada.

Eu sou riso e destreza, nessa marcha que exige proeza.
Tu es trovão, barulho e clarão, mas que não molha o chão.
Eu sou tempo, tu és instante, tu és som eu sou verso.
Decoro teus risos, passeio pelas lembranças...
Já tu mal lembras dos teu tropeços ao me olhar.

Eu sou cautela, tu equívoco , eu sou enrredo tu improviso.
Tu és carência, eu compromisso, nessa guerra invisível...
Tu és um homem menino, eu uma menina mulher, aproximados
 pelo desencontro, nos perdemos onde nos encontramos.