Acabam-se as férias, anseios pelas coisas que ainda virão. Abrindo a janela, percebo que ainda é verão, embora lá fora o tom apresente nova estação. Sorrisos, risadas sem som, na tenra idade da empolgação, um novo ciclo, novas percepções virão.
Fala de sonhos com empolgação, mal sabe ela
como o real traz desilusão. Maldade ou não, o idealismo dos outros traz
segregação, esse efeito inercio limita a sua ação. O dom almejado, por outro é
desempenhado, percebe que o futuro estimado exige um
plano mais elaborado.
A
garota que outrora levava a vida em uma dança despreocupada, hoje caminha em uma
marcha desenfreada. Antes acreditava que trabalhar, estudar e se aprimorar era
o necessário para seu sonho alcançar, hoje percebe que isso não é fato
garantidor.
Pressões cansam nossa elasticidade, mas viver
é mais do que alcançar a idade, é um ir e vir, um desmontar e um construir, de
sonhos e saberes, de amores e dores, de aliados e adversários, de um ser e não
ser, onde tornar-se o que se quer ser ou manter o que pensamos que somos
consiste em relevar e esquecer, um desconsiderar o que não é ou racionalmente
não pode ser, é um acreditar, perseverar e lutar, e só assim vencer a maior
batalha que podemos encarar. Um conflito de pensamentos que ocorrem sem sessar
no Coliseu chamado mente.

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