quarta-feira, 18 de junho de 2014

Lembranças daquela Sintonia!


Deitada sobre velhos sentimentos, relendo velhos textos subjetivados.
Revivendo essa vibração que vem de dentro e que me rouba  um sorriso.
Contentamento! Saudade do tempo em que eu escrevia sobre minha melancolia, 
e que eu ainda podia compartilhar os escritos contigo.

Um tempo em que ríamos juntos, sofríamos também!
Um tempo em que você também escrevia, e subjetivava o fato
de não querer me ver assim, verdades embaralhadas em seu texto!
Da primavera com cara de outono, restam   as pedras  do portal.

Difícil não saber  o que acontece, ou o que não aconteceu.
Amigos irmãos não encerram a conexão. Ponderam!
Destila a decepção, guarda no bolso os planos, e segue!







Distinguível Sutileza!


Traços de boneca, riso sapeca, mas não é uma moleca.
Forte porém passiva, inteligente, naturalmente construtiva.
Dança delicadamente uma canção sob o sol poente. 

Se cai não chora, se esfola mas não amola.
Esquece o soldadinho, mesmo se ele for engraçadinho.
Firme, honrosa, sincera mas não apática. 

Hora é poeta, filosofa, mas queria mesmo é ser formosa.
O que agente teme não é a falta mas o acúmulo do saber.
Dói falar assim quando o outro entende assado, reformula.

Um vou que soa como irei, uma desculpa, talvez!
Não conta vantagem do que ainda não é, mas compreende.
Ascende uma luz que chama de ideia, exagera, mas espera.

Quando não é o que ela achou que era, envergonha-se, ri!
Se esconde nas voltas de longos cachos cor da noite. 
Rosto branco feito lua, olhos de estrela, coração E.T.

Igual quando se trata de forma, diferente no jeito de ser.
Mente consciente, diligente em descrever. Ironiza!
Tece um fio de impressão, toca um coração e se vai.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Faceta não Teatral!


Olhe a cara, olhe o riso, lindo e preciso.
Ouça o vento, há um cheiro de contentamento.
Sério por fora, mas risonho por dentro.

Essa é a dança da arte que dispensa o palco...
Dispensa também a hora, o folder e a platéia.
Mais do que um palhaço, um clown personificado.

Na rua, na praça, em casa, trabalho, em fim...
Encenar faz parte constante de dias cotidianos, máscaras!
Meio usado para ganhos, mas que no fim geram perda.

No palco ou na platéia, sou a primeira a encantar-me.
Revelo-me, descubro em mim novas desenvolturas.
Estranho! Mas estranho mesmo é ser apaixonada pela
arte do teatro e sentir uma constante repulsa pela encenação!







quinta-feira, 5 de junho de 2014

Singelo Momento de Melancolia!



Algumas vezes sinto-me despertar, 
Outras preciso fugir e me fechar. 
Sentimentos versus temperamento, 
que não sei porquê confundem o meu pensar.

O medo, o zelo , a coragem e o questionar 
me levam a observar o que outrora não percebi.
Mentiras? Ou Atitudes e frases pensadas? 
Me sinto julgando o que não posso adivinhar.

A dor da decepção é constante, o vazio de não ter
perspectivas futuras sobre meus possíveis anseios sufocam,
Mas sei que há algo a mais sobre a melancolia...

Tenho certeza que um dia o sol nasce
e aquece essa visão fria, de que na vida a verdade é vazia.
Um dia entendo o porque certas coisas acontecem 
e aprendo como desfrutar da real alegria.





Me torno Criança!





O relógio toca, é hora de acordar.
Uma preguiça insana eufórica em me prejudicar,
Há tantos problemas pela frente, mal tenho vontade de levantar.

Desanimada sinto uma voz ao meu coração falar:
Filha levante, contigo vou caminhar, fiel eu sou para te livrar.
A minha alegria será tua força, para as lutas enfrentar.

Sinto me impelida a corresponder,
 Pois no fundo eu sei que obedecer é o melhor a fazer.
Com as promessas do Pai não há o que temer.

Em um mundo onde os valores se inverteram
Somente a palavra nos indica o caminho.
Então me torno criança e volto a ter esperança.






Além da Monotonia!


           Acordar de manhã e abrir a janela,
            Permitir que a esperança entre por ela.
           Tomar coragem e viver o momento...
           Deixar que os problemas fujam com o vento.

            Bom é poder acreditar no meu dia,
           Poder vivê-lo sem hipocrisia.
           Deixo-me levar pela instrução,
           Removendo do peito toda a opressão.
           
           Sigo em frente sem olhar para trás,
           Porque sei que o hoje amanhã não existirá mais,
           E só as lembranças eu levo comigo.

           A noite chega fechando os meus olhos,
           Mas eu não me importo.
Pois o dia já vem, trazendo o meu mundo remoto.



Prosseguindo com Fé!


             Andando pelas ruas posso observar,
            todos em um frenético caminhar, rumo a qualquer lugar.
            Sem nada a perder, imagino os caminhos que irão percorrer.
            Penso como seriam suas vidas, e o que importaria no final.

            Mas no fundo eu sei, que tudo o que eu queria era
             conhecer os meus próprios caminhos,
            saber sobre os espinhos que nele hão de ter.
            Talvez por temer, algo que eu não possa conhecer.

            De súbito sinto uma sensação,
            que de uma certa forma acalma meu coração
            E passo a entender, o quão certo o futuro pode ser.

            Crio coragem para prosseguir, sem medo de cair.
            Hoje entendo a importância de viver cada dia com passos de fé,
            Intensamente, porque o meu amanhã Deus conhece plenamente.