sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desencontro Romantizado!

Quando ela riso ele verso, quando ele riso ela inverso.
Quando ela dança ele observação, quando ele dança ela emoção.
Quando ela fala ele dedução, quando ele coração ela sinceridade.

Entre mentiras e meias verdades eles cautelam.
Na dúvida afastam os laços, pois ela é amável ele afável.
No dia a dia em pensamento alternam os sujeitos, criam opções.

No fundo é uma paixonite natural pelo belo, pelo incerto, pelo novo!
Sentir é o supra sumo da vida, auto propaganda a alma do negócio.
Ser apreciado é estar na crista da onda, mas  a onda arrebenta na praia.

Um mundo, duas realidades, causam  apatia.
Utopia já não encanta, contemporaneidade incrédula, oriunda.
Amor já não se constrói, triste realidade onde mais vale ter do que ser.



segunda-feira, 26 de maio de 2014




 Ela sorri, embriagada com a alegria da sua presença.
Ela o acha estranho, mas não consegue esconder o seu apreço pela
estranheza que ele possui. 

Ele é menino moleque, ingenuidade, inconsequência causada pela
imaturidade, acha ela em sua presunção.
Menino bobo, se perde em suas emoções, esteta, qualquer beleza
já lhe interessa, pobre coitado, sempre enganado pela inerente ilusão.


Ela é modesta, idealista, até um tanto poeta, ele também tem  habilidades,
pena ser tão influenciado pelas suas amizades.
Queria ela ser julgada além das circunstâncias que a rodeiam, pessoas são
mais do que isso ou aquilo, mas ela sabe que todas as coisas cooperam
para um fim determinado.

Ela dançou sobre a verdade, se expressou com sinceridade, ele temeu,
se afastou, ou correu? Ela encarou como liberdade e prosseguiu.
Agora sobre ele ela já não sabe...
 Não trocam mais mensagens, nem mesmo por amizade.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Constatação sobre a Incerteza!

Difícil não dizer, quando se quis dizer tudo, difícil fingir esquecer quando na memória o mais singelo gesto impregnado está. Seus olhos fitos em meus atos que parecem chamar-lhe a atenção, seu rosto sério deixando escapar uma analise sua de uma possível cena projetada em sua imaginação,  julgamentos internos, colocando meu possível amor em ponderação.

 Tudo em uma questão de segundos, como um piscar de olhos.
Uma ação rápida, mas que para mim ocorre em câmera lenta, um olhar meu lateral quase despercebido nota seus longos cílios, olhos cintilantes em um tom verde turvo , um rosto estático concentrado em suas reflexões, apenas um momento, logo solta um riso no canto da boca com um toque de ironia, muda a cena e canta uma canção.

Dando desculpas para o sentimento abandonar, procurando falhas em ti encontrar, sei que culpados nesse enredo não há. Talvez ilusão minha ter tido o seu apreço por mais de um dia, mas os abraços, palavras e olhares me  fazem pensar que em algum lugar lá trás um dia houve razões para o meu sentimento guardar.

Sinto me forçada a desistir, pois se esse tempo de espera já me fez a alma doer, quem dirá mais alguns anos de incertezas? Sei que o amor deve ser uma decisão, embora meu coração possa fraquejar, sei que dois não podem em ruas diferentes juntos caminhar.




Inverso!



Escrever sobre você, quando na verdade prefiro escrever sobre nós.
Não digo segure minha mão, vamos em frente! Prefiro dizer adeus.
Eu sou flor tu és espinho, eu sou casa, harmonia uma bela família.
Tu és rock and roll, ideologia fragmentada, nessa tua moralidade disfarçada.

Eu sou riso e destreza, nessa marcha que exige proeza.
Tu es trovão, barulho e clarão, mas que não molha o chão.
Eu sou tempo, tu és instante, tu és som eu sou verso.
Decoro teus risos, passeio pelas lembranças...
Já tu mal lembras dos teu tropeços ao me olhar.

Eu sou cautela, tu equívoco , eu sou enrredo tu improviso.
Tu és carência, eu compromisso, nessa guerra invisível...
Tu és um homem menino, eu uma menina mulher, aproximados
 pelo desencontro, nos perdemos onde nos encontramos.